Rumpelstiltskin

Uma história sobre uma jovem obrigada a transformar palha em ouro para um rei ganancioso, com a ajuda de um anão misterioso que exige seu primogênito como pagamento.

Rumpelstiltskin

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Capítulo 1: O Moleiro Fanfarrão e Sua Filha.

Há muito tempo, em uma aldeia cercada por montanhas e campos dourados, vivia um moleiro chamado Hans. Ele era conhecido por seu talento em contar histórias exageradas, sempre tentando impressionar seus clientes e vizinhos.
Um dia, Hans foi chamado ao castelo para entregar sacos de farinha ao rei. Ansioso para impressionar a corte, ele começou a se vangloriar. “Majestade,” disse ele com entusiasmo, “sou apenas um humilde moleiro, mas minha filha é especial. Ela possui um dom que ninguém mais tem.”
O rei, intrigado, perguntou: “E qual seria esse dom tão extraordinário?”
Hans hesitou, mas querendo parecer importante, inventou: “Minha filha |pode transformar palha em ouro|!”
A sala ficou em silêncio. Os nobres pararam de cochichar, e o rei se inclinou para frente, os olhos brilhando de curiosidade e cobiça. “Transformar palha em ouro? Que habilidade magnífica! Traga-a até mim amanhã para provar esse dom.”
|O moleiro engoliu em seco|. “Sim, claro, Majestade,” respondeu ele, arrependendo-se imediatamente de suas palavras.
Naquela noite, ele voltou para casa pálido e preocupado. Sua filha, Greta, era uma jovem de cabelos dourados e olhos gentis, conhecida por sua bondade e inteligência. Quando Hans contou a ela sobre sua mentira, Greta ficou horrorizada.
“Pai, como pôde dizer uma coisa dessas? Eu não posso transformar palha em ouro! O que será de mim?”
Hans abaixou a cabeça, envergonhado. “Eu só queria impressionar o rei. Mas agora, não temos escolha. Você deve ir ao castelo amanhã.”

Capítulo 2: A Primeira Noite na Torre.

Na manhã seguinte, Greta foi levada ao castelo, onde foi conduzida a uma torre fria e isolada. Lá dentro, havia uma sala repleta de montes de palha, um tear e fusos de madeira.
O rei entrou, observando a jovem com um olhar calculista. “Transforme esta palha em ouro até o amanhecer, ou sua vida estará perdida.”
Antes que Greta pudesse responder, ele saiu, |trancando a pesada porta de ferro| atrás de si.
Greta sentou-se junto ao tear, olhando para os montes de palha com desespero. Como poderia realizar tal tarefa? Lágrimas começaram a escorrer por seu rosto enquanto ela rezava por um milagre.
De repente, um |brilho suave iluminou um canto da sala|. Dali surgiu um homenzinho peculiar, com olhos verdes brilhantes, um nariz pontudo e um sorriso enigmático.
“Boa noite, minha jovem,” disse ele, com uma voz fina e aguda. “Por que choras?”
Greta contou a ele sobre a ordem do rei. “Eu não sei como transformar palha em ouro, e serei condenada!”
|O homenzinho coçou o queixo, pensativo|. “Ora, isso não é problema para mim. Eu posso fazer isso. Mas... o que você me dará em troca?”
Greta olhou ao redor, desesperada. Tudo o que possuía era um pequeno colar, um presente de sua mãe falecida. “Pode ficar com meu colar,” disse ela, tirando-o do pescoço.
O homenzinho examinou a joia e assentiu. “Muito bem.”
Ele sentou-se ao tear e começou a trabalhar. Greta observava, fascinada, enquanto a palha se |transformava em fios dourados brilhantes|. Quando o amanhecer chegou, a sala estava cheia de ouro.
O rei entrou, surpreso e encantado. “Magnífico!” exclamou ele. Mas sua cobiça aumentou. “Quero ver se você pode fazer o mesmo com ainda mais palha.”

Capítulo 3: O Segundo Desafio.

Greta foi levada a uma sala ainda maior, onde a quantidade de palha era o dobro. Mais uma vez, o rei ordenou: “Transforme tudo isso em ouro até o amanhecer, e sua recompensa será imensa.”
Quando ficou sozinha, Greta |começou a chorar muito novamente|. Ela sabia que o homenzinho retornaria, mas temia o preço que ele cobraria desta vez.
Como esperado, ele apareceu, com o mesmo sorriso travesso. “Você precisa de minha ajuda novamente, não é?”
“Sim,” respondeu ela, desolada. “Mas eu não tenho mais nada para lhe dar.”
O homenzinho apontou para o anel em sua mão. “E aquele anel? Isso me parece valioso.”
Greta hesitou. Era um anel de sua avó, algo precioso para ela. Mas sua vida estava em jogo. Com lágrimas nos olhos, ela o entregou.
O homenzinho começou a trabalhar, e na manhã seguinte, a sala |estava novamente repleta de ouro|.
O rei ficou ainda mais encantado, mas sua ganância não tinha limites. “Você tem um talento raro. Um último teste: se conseguir transformar a palha desta sala em ouro, farei de você minha rainha.”

Capítulo 4: A Promessa Terrível e o Jogo de Adivinhação.

A terceira sala era gigantesca, e a quantidade de palha parecia interminável. Greta foi deixada sozinha mais uma vez, e quando o homenzinho apareceu, ela implorou por sua ajuda.
“Eu não tenho mais nada para lhe oferecer,” disse ela, desesperada.
|O homenzinho deu um sorriso malicioso|. “Então faça uma promessa. Quando você se tornar rainha e tiver seu primeiro filho, ele será meu.”
Greta ficou horrorizada. “Meu filho? Como posso prometer isso?”
“Essa é a única condição,” disse ele. “Se você não concordar, estará condenada.”
|Depois de muito chorar e pensar|, Greta cedeu. “Eu prometo,” sussurrou.
O homenzinho trabalhou pela terceira noite, e na manhã seguinte, a sala estava repleta de ouro. O rei, fiel à sua palavra, casou-se com Greta, e ela se tornou rainha.
Um ano se passou, e Greta |deu à luz um lindo menino|. Ela havia quase esquecido sua promessa, até que, numa noite, o homenzinho apareceu no quarto do bebê.
“Vim buscar o que é meu,” disse ele, com um sorriso cruel.
Greta implorou por piedade, oferecendo riquezas, joias e até seu próprio reino, mas o homenzinho recusou. “Nada pode substituir sua promessa,” disse ele.
Finalmente, ele fez uma concessão. “Eu lhe darei três dias. Se adivinhar meu nome, poderá ficar com seu filho.”
Greta passou os dois primeiros dias tentando todos os nomes que conhecia: João, Pedro, Nicolau, mas nenhum era o certo. No terceiro dia, um dos mensageiros do reino trouxe notícias.
“Majestade,” disse ele, “encontrei um homenzinho na floresta dançando em volta de uma fogueira e cantando:
‘Hoje eu celebro, amanhã vou ganhar,
O bebê da rainha virá para mim,
Pois ninguém sabe que meu nome é Rumpelstiltskin!’”
Naquela noite, quando o homenzinho apareceu, Greta fingiu estar insegura. “Seu nome é... Gaspar? Baltazar? Talvez... Rumpelstiltskin?”
|O homenzinho ficou bastante furioso|. “Quem te contou isso?” gritou ele, batendo o pé no chão com tanta força que ficou preso. Ele tentou se libertar, mas acabou rasgando-se ao meio e desapareceu para sempre.
Greta abraçou seu filho com força, prometendo nunca mais fazer uma promessa tão terrível.

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