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Capítulo 1: O Jardim da Feiticeira.
Em um pequeno vilarejo cercado por uma floresta, vivia um casal que há muitos anos desejava ter um filho. Embora fossem pobres, eram bondosos e viviam felizes, exceto por esse desejo não realizado. Certo dia, a esposa, que estava grávida, olhou pela janela de sua casa e avistou um magnífico jardim que ficava ao lado. O jardim estava cheio de flores, ervas e plantas, todas tão exuberantes que pareciam ter saído de um sonho. Porém, aquele jardim pertencia a uma feiticeira temida em toda a região.
No centro do jardim, havia um canteiro de rapúncios (uma espécie de planta com folhas verdes e suculentas), e a mulher sentiu um desejo incontrolável de comê-los. Esse desejo crescia a cada dia, até que ela começou a definhar de fome, pois nada mais parecia satisfazê-la. Preocupado com a saúde da esposa, o marido perguntou:
— O que posso fazer para ajudá-la?
Ela respondeu:
— Se eu não comer alguns daqueles rapúncios, vou morrer.
Amando muito sua esposa e temendo por sua vida, o marido decidiu que faria o que fosse necessário para conseguir os rapúncios, mesmo que isso significasse enfrentar a feiticeira. Na calada da noite, |escalou o muro do jardim e colheu| um punhado das plantas.
Quando a esposa comeu os rapúncios, sentiu-se melhor imediatamente, mas o desejo não desapareceu. No dia seguinte, ela insistiu que precisava de mais. Com relutância, o homem voltou ao jardim naquela noite. Contudo, ao descer com os rapúncios nas mãos, foi surpreendido pela feiticeira, que surgiu como uma sombra da escuridão.
— Como ousa roubar meu jardim? — gritou ela, com os olhos faiscando de raiva. — Você pagará por isso!
O homem, |tremendo de medo, implorou por perdão|. Ele explicou o motivo do roubo e implorou à feiticeira que poupasse sua vida. Após ouvi-lo, a feiticeira suavizou a expressão, mas um brilho perigoso ainda dançava em seus olhos.
— Muito bem — disse ela. — Você pode levar os rapúncios quantas vezes quiser, mas com uma condição: quando o bebê nascer, ele será meu.
Desesperado e sem coragem para recusar, o homem concordou. |Assim, quando o bebê nasceu|, a feiticeira apareceu, deu-lhe o nome de Rapunzel e a levou consigo.
Capítulo 2: A Torre Solitária.
Rapunzel cresceu sob os cuidados da feiticeira e tornou-se uma jovem de beleza inigualável. |Seus cabelos eram dourados como o sol|, brilhantes e longos, caindo como uma cascata até o chão. Quando Rapunzel completou 12 anos, a feiticeira, temendo que alguém pudesse tirá-la de seu controle, |a trancou em uma grande torre| no meio de uma floresta.
A torre era alta e imponente, sem portas ou escadas, apenas uma pequena janela no topo. A única maneira de entrar era através de Rapunzel, que jogava suas longas tranças douradas para a feiticeira, permitindo que ela subisse.
A feiticeira vinha todos os dias para visitá-la e trazia comida e água. Sempre que queria subir, ela ficava ao pé da torre e gritava:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças para mim!
Rapunzel |passava os dias cantando feliz| com sua doce e melodiosa voz, que era tão encantadora que até os pássaros da floresta paravam para ouvi-la. Embora estivesse isolada do mundo, Rapunzel não conhecia outra vida e aceitava seu destino.
Certa vez, ela perguntou à feiticeira:
— Senhora Gothel, por que eu não posso sair desta torre?
A feiticeira respondeu com dureza:
— O mundo lá fora é cheio de perigos. Aqui você está segura.
Rapunzel aceitou essa explicação, mas não conseguia deixar de sonhar com o que poderia existir além das árvores e dos céus que via pela janela.
Capítulo 3: O Príncipe e o Amor Proibido.
Um dia, |um príncipe estava cavalgando pela floresta| quando ouviu uma voz tão doce que parecia mágica. Ele parou seu cavalo e seguiu o som até encontrar a torre. Escondido entre as árvores, viu a feiticeira se aproximar e chamar:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças para mim!
Curioso, ele observou enquanto Rapunzel jogava suas longas tranças douradas pela janela e a feiticeira subia. Assim que a feiticeira partiu, o príncipe decidiu tentar. Aproximou-se da torre e chamou:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças para mim!
Rapunzel, pensando que era a feiticeira, jogou suas tranças. Quando o príncipe subiu e |apareceu na janela, ela ficou assustada|.
— Quem é você? Como chegou aqui? — perguntou, recuando.
O príncipe, encantado com sua beleza, respondeu gentilmente:
— Não tema. Eu ouvi sua voz e fui atraído por ela. Não quis assustá-la, mas precisava conhecê-la.
Rapunzel, que nunca havia visto outro ser humano além da feiticeira, ficou curiosa. Aos poucos, começou a conversar com ele. O príncipe visitava-a todas as noites, sempre subindo pelas tranças, e os dois se apaixonaram.
Eles planejaram fugir. O príncipe traria pedaços de seda em cada visita, e Rapunzel os usaria para tecer uma escada.
Certa manhã, sem perceber o perigo, Rapunzel disse à feiticeira:
— Senhora Gothel, por que é mais difícil para você subir do que para o príncipe?
A feiticeira ficou furiosa ao descobrir a traição. |Em sua ira, cortou os longos cabelos| de Rapunzel e a levou para um deserto distante, onde a deixou sozinha.
Naquela mesma noite, a feiticeira prendeu as tranças cortadas no alto da torre. Quando o príncipe chegou e chamou, ela jogou as tranças. Quando ele subiu, encontrou a feiticeira em vez de Rapunzel.
— Você nunca mais verá Rapunzel! — |gritou ela, empurrando ele pela janela|.
O príncipe caiu.
Capítulo 4: O Deserto e o Reencontro.
Devastado pela perda de Rapunzel, o príncipe vagou pela floresta, vivendo de ervas e raízes. Por muitos anos, |ele caminhou incansavelmente e sem rumo|, até que um dia chegou ao deserto onde Rapunzel vivia.
De repente, ele ouviu uma voz familiar cantando uma melodia doce. |Seu coração saltou de alegria|, pois sabia que era Rapunzel. Ele chamou por ela, e ao reconhecê-lo, ela correu ao seu encontro.
O príncipe levou Rapunzel para seu reino, |onde foram recebidos com grande alegria|.
Longe do alcance da feiticeira, eles viveram felizes para sempre, provando que o amor verdadeiro pode superar qualquer adversidade.
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