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Capítulo 1: A Fita Vermelha.
Num castelo perto de uma grande floresta vivia uma rainha com doze filhos. Ela amava cada criança profundamente, mas uma antiga regra do palácio dizia que, se nascesse uma filha, os meninos deveriam se afastar até a família aprender a dividir o reino com justiça. Certa manhã, |o sino da torre tocou|, e a rainha soube que a hora chegara.
Ela deu ao príncipe mais novo, Benjamin, uma fita vermelha e mandou os irmãos vigiarem a torre. Se uma fita vermelha aparecesse ali, deveriam se esconder em segurança na floresta e esperar notícias. Logo |um bebê recém-nascido chorou| no quarto, e a rainha recebeu uma princesinha com uma estrela brilhante na testa.
Os irmãos viram a fita, beijaram a mãe e caminharam juntos sob as árvores. Naquela noite, |floresta noturna sussurrou fundo| ao redor deles, mas Benjamin manteve todos corajosos. Encontraram uma cabana vazia e prometeram viver ali até a paz voltar.
Capítulo 2: A Busca da Irmã.
Os anos passaram. A princesa cresceu bondosa e curiosa, e um dia encontrou doze camisinhas escondidas num baú. A mãe contou a verdade com lágrimas, e a menina partiu para encontrar os irmãos. Depois de muitas horas, chegou a uma cabana na floresta, e |a porta da cabana rangeu| quando Benjamin a abriu.
Primeiro ele a encarou admirado, depois viu a estrela em sua testa e soube que era sua irmã. Lá dentro, |o fogo da lareira estalou| enquanto ela contava quanto a mãe amava todos eles. Benjamin avisou que os irmãos tinham ficado tristes e talvez falassem com dureza antes de entender.
Quando os outros onze voltaram, |pássaros cantaram sobre eles| como se a floresta prendesse a respiração. A princesa deu um passo e os chamou de irmãos. A raiva deles derreteu na mesma hora, e a cabana se encheu de abraços, jantar e histórias.
Capítulo 3: Os Doze Lírios.
A irmã ficou com eles e deixou a cabana alegre. Certa tarde, |passos de madeira cruzaram suavemente| quando ela entrou no jardim atrás da casa. Ali viu doze lírios brancos crescendo em círculo, mais claros que a lua.
"Vou levá-los aos meus irmãos", sussurrou. Ao tocá-los, |lírios brancos brilharam suavemente|. Ela recuou, e até a grama pareceu esperar pelo que aconteceria em seguida. O círculo de hastes se curvou para o céu, e então |magia girou ao redor das flores| num vento dourado repentino. Os irmãos desapareceram da porta, e doze pássaros negros subiram ao céu.
Acima das árvores, |corvos negros gritaram acima|, não com raiva, mas com saudade. Uma velha da floresta explicou que o feitiço só terminaria se a irmã ficasse calada e sem rir por sete anos. A princesa juntou as mãos e escolheu o caminho difícil.
Capítulo 4: Sete Anos Quietos.
Um jovem rei encontrou a princesa silenciosa sob uma árvore e a levou com gentileza ao palácio. Ele viu sua bondade sem precisar de palavras, e os dois se casaram. Algumas pessoas não entendiam seu silêncio, e |pessoas sussurraram com espanto|, mas ela manteve a promessa dia após dia.
Ao fim de sete anos, doze corvos voaram para o jardim do palácio. Quando o último raio de sol os tocou, os pássaros viraram seus irmãos outra vez. A princesa falou enfim, explicando a fita vermelha, os lírios e a promessa que guardara.
O rei se alegrou, os irmãos se ajoelharam ao redor da irmã, e mensageiros trouxeram a velha rainha ao palácio. No jardim, |todos aplaudiram a reunião|, e a família aprendeu que o amor pode esperar com paciência até chegar o dia certo.
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